A palavra museu é de origem grega e significa “templo das musas”. Esse termo já era usado em Alexandria para designar o local destinado ao estudo das artes e das ciências.
Os museus modernos foram criados no século XVII a partir de doações de coleções particulares sendo que o Ashmolean Museum da Universidade de Oxford foi o primeiro reconhecido. O segundo museu foi criado em 1759 pelo parlamento inglês e deu origem ao Museu Britânico.
O primeiro museu público foi criado na França em 1793 para fins recreativos e culturais que mais tarde ficou conhecido como Museu do Louvre, atualmente um dos mais famosos e admirados do mundo.
Um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento e aberto ao público. O objetivo principal de um museu é preservar a história, prerrogativa imprescindível para que possamos entender o passado para construir o futuro.
A tecnologia foi fundamental para que a humanidade sobrevivesse, pois se analisarmos o ser humano ele é fisicamente desprovido de defesas naturais e frágil quando comparado à outras espécies. Entretanto, os nossos ancestrais puderam lascar pedras e deixá-las mais afiadas para compensar a falta de garras afiadas, transformar a pele de animais em roupas para se proteger e se aquecer e usar uma linguagem para passar o conhecimento entre as gerações aprimorando tecnologias antigas e descobrindo novas.
É nesse contexto que o Museu de Tecnologias do Campus Curitiba da UTFPR ganha grande relevância ao preservar artefatos tecnológicos históricos e também a história da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, que no seu nome já apresenta suas credenciais de tecnologia e inovação. Vale destacar que a UTFPR é a primeira e única universidade tecnológica federal, com pesquisas inovadoras, patentes registradas e inúmeros projetos de destaque no meio acadêmico e industrial.
História do MUTEC
O acervo do museu surgiu na Sede Centro do Campus Curitiba da UTFPR por iniciativa do professor Luiz Augusto Pelisson do Departamento Acadêmico de Informática, que em suas aulas muitas vezes levava alguns artefatos antigos de computadores com o objetivo de mostrar a evolução tecnológica na área pois a informática sempre foi marcada por evolução vertiginosa do hardware.
O professor Pelisson costumava relatar o seu tempo de graduação em engenharia, onde o computador era praticamente inacessível inclusive para os alunos, os quais usavam cartões perfurados para criar os seus programas sem necessariamente conhecerem o computador onde estes eram processados.
Após perfurar os cartões estes eram entregues a um funcionário em um guichê para duas horas depois os alunos pegarem o resultado da execução impresso em um “formulário contínuo” em formato de papel sanfonado.
Nessa época os computadores domésticos eram extremamente limitados, geralmente desprovidos de monitor e unidades de disco, usando a provável única TV da casa como monitor e gravador cassete de áudio para armazenamento de dados. A grande maioria das pessoas não tinha computador em casa que diante de tantas limitações não despertava interesse da população.
Diante dos olhares aficionados e muitas vezes incrédulos dos seus alunos, o professor Pelisson percebeu como era importante preservar esses artefatos para poder contar a história da tecnologia e mostrar como ela surgiu e evoluiu. Começou a colecionar vários itens antigos e a receber inúmeras doações, principalmente de alunos e também de outros servidores da instituição.
O apoio do Departamento Acadêmico de Informática do Campus Curitiba – DAINF-CT e do Professor Doutor Marcos Flávio de Oliveira Schiefler que em 2010 como diretor do Campus Curitiba autorizou a construção de um móvel expositor para os primeiros artefatos do museu no corredor entre os blocos A e B da sede Centro.
Em 2012 o analista de sistemas Hamilton Chaiben da UFPR informou que havia uma disposição daquela instituição em contribuir com o acervo do Professor Doutor Heraldo Madeira, pesquisador junto ao CNPQ, sobre tecnologias computacionais antigas.
Poucos anos depois, em 2014, o engenheiro da Siemens, Sergio Gielow, após tomar conhecimento da existência do acervo tecnológico histórico da UTFPR entrou em contato para doar itens antigos fabricados pela unidade de Curitiba e alguns outros da Siemens da Alemanha.
A visita para receber os itens doados deu origem à conversas sobre o destino da área da fábrica que já estava em processo de desativação. Com ajuda do engenheiro Sergio, o professor Pelisson que havia percebido o potencial do local como campus universitário, entrou em contato com o Sr. Sidnei, representante do grupo investidor em shoppings.